Encontrei essa sequência de fotos em artigo publicado por Rick Iossi, um kitesurfista americano que tem se dedicado à segurança em nosso esporte. No artigo ele está se referindo à aproximação de uma tempestade a que ele se refere como 'squall'. Busquei uma definição para o termo em português, e o que encontrei foi 'borrasca', 'chuva forte', entre outras. Trata-se de formação de nuvens que trazem tempestades violentas, acompanhadas de fortes rajadas de vento, mudança significativa na direção do vento e muita chuva.
Essas formações são bastante perigosas porque são geralmente precedidas por condições estáveis de velejo, e durante a sua aproximação geralmente acontecem momentos de significativa queda na intensidade do vento(conhecida como 'lull'), que pode, por falta de experiência na observação desse fenômeno, ser ignorada por kitesurfistas que logo depois sofrem a consequência da chegada do squall.
A passagem de um squall não dura muito. Também logo após sua passagem, ocorre uma queda significativa na intensidade do vento, e pouco tempo depois a situação climática se estabiliza com retorno às condições de velejo anteriores à chegada do squall.
Precisamos aprender a observar a aproximação dessas formações, que são muito perigosas e bem comuns em regiões tropicais como a nossa, principalmente durante o inverno.
Aqui está a sequência de fotos da aproximação de um squall.
Tempo bom, todos velejavam desde cedo até o final da tarde, em uma competição local, quando um squall se aproximava. Ventos em torno de 13 mph.

Já dá pra ver a formação de nuvens se aproximando pela direita.

Alguns velejadores, já percebendo a aproximação do squall, resolvem sair do velejo.

O squall já está bem próximo, muitos velejadores já saíram da água.

Fortes ventos que precedem a chuva já começam a atingir a área. A direção do vento
muda para offshore, soprando cerca de 40mph. Dá pra ver na foto um kiter sendo arrastado.
A maioria dos kiters não usavam leash de segurança. Em situações como essa, caso não
consiga chegar à praia e descer o kite, mantenha o kite muito baixo, rente à agua, e aguente o tranco cravando a prancha à sua frente. Caso não o consiga, simplesmente libere o kite e deixe-o ser levado pelo vento para ser recuperado depois.
A foto mostra uma linha de vento mais forte sobre a água, atingindo o primeiro kiter que está sendo arrastado, enquanto os que estão mais atrás não foram atingidos pela rajada.

O squall chega, atingindo a área com ventos fortíssimos.

Começa então a chuva. Vejam que muitas cadeiras são arrastadas para o mar.

Uma calmaria momentânea atinge a área. Alguns jetskiers estão
resgatando kitesurfistas que foram levados pelo vento offshore.

Rajadas de vento e chuvas atingem novamente o local.

A linha do squal passa, e o tempo acalma.

A sequência destes fatos já foi vivida algumas vezes por kitesurfistas aqui de Maceió, inclusive eu. E deve atingir também diversos outros lugares ao longo da costa do Brasil, portanto é preciso estar atento para os sinais que precedem a chegada de um squall. Ao perceber a aproximação de uma formação perigosa, o melhor é sair, até antes dos primeiros sinais climáticos que geralmente precedem a tempestade, como mudança na direção do vento e diminuição gradativa de sua intensidade.
O artigo completo está aqui:
http://www.ikiteboarding.com/kiteboarding/articles/things-you-should-know-about-squalls.aspx